Recentemente foram tornados acessíveis dados actuais e
compreensíveis sobre a desova das tartarugas marinhas na ilha do Príncipe. Isto
através da rede global para partilha de dados científicos SWOT, State of the World’s Sea Turtles (http://seaturtlestatus.org/), organização
que inclui nos objectivos apoiar o planeamento e desenvolvimento de acções de
conservação.
segunda-feira, 4 de março de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
33rd International Sea Turtle Symposium
Mais uma vez a Comissão Tartaruga Marinha esteve presente no
simpósio internacional sobre a investigação e conservação das tartarugasmarinhas. Este ano o encontro, na sua 33ª edição, teve lugar de 2 a 8 de
Fevereiro na cidade de Baltimore no estado de Maryland nos EUA. Além de
se apresentar um poster com alguns dos novos resultados da investigação também
houve a oportunidade de efectuar uma comunicação oral e reunir com os restantes colegas que trabalham em países
africanos a fim de planear uma estratégia conjunta, tirando-se partido que o
tema deste ano serem as “conexões” pois desde há muito que se sabe que só com
essas interligações e uniões é que se poderá atingir a meta desejada, que é a integração
das comunidades locais na restauração das populações de tartarugas marinhas para
que todos possam cumprir o seu papel ecológico na biosfera que é o Planeta Terra.
Existiu tempo e disponibilidade mutuas para se estabelecer acordos para a prossecução dos objetivos a nível regional e mundial, incluíndo reuniões com os maiores dadores internacionais para a conservação das tartarugas marinhas. Dessas conversas ficou claro que enquanto as diferentes entidades que desenvolvem actividades na ilha do Príncipe, e também em São Tomé, não começarem a trabalhar em conjunto esses apoios dificilmente chegarão. Desta forma é urgente que novas organizações a trabalhar no Príncipe assimilem que devem respeitar e colaborar com as que já se encontravam no terreno pois de contrário, com a sua presente estratégia de “divide and rule”, apenas se está a estragar caminho valioso já atingido e a criar complexidades inúteis que em nada favorecem o clima de unidade que se deve atingir para que o objectivo principal seja atingido, ou seja, o desenvolvimento sustentável da região com a melhoria da qualidade de vida da população e a preservação do meio natural e cultural onde as tartarugas desempenham um papel fulcral.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
E continua o trabalho...
Depois da caracterização das praias de desova de tartarugas
marinhas na ilha do Príncipe, e respectiva abundância e densidade de tartarugas
e ameaças por praia (link), é tempo agora para continuar a caracterização das
populações de tartarugas que habitam as águas ao redor da ilha. O biólogo
marinho responsável por esses estudos, Rogério Ferreira, procura detectar as
áreas de maior importância para a conservação destes animais, à semelhança com
o efectuado nas praias anteriormente, de modo a dotar o governo regional com
dados compreensivos sobre estes animais e que poderão ajudar na gestão desta
nova Reserva da Biosfera (UNESCO). Este trabalho, voluntário pois não existe
qualquer tipo de financiamento a apoiá-lo, efectua-se em colaboração com o
Parque Natural (CTM), pescadores submarinos do grupo Dragões do Mar, o Centro
“Archie Carr” para a Investigação das Tartarugas Marinhas (ACCSTR - USA) e o Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da
Universidade do Algarve.
Rogério Ferreira é bolseiro de Doutoramento da Fundação
para a Ciência e Tecnologia, Portugal, e Membro do Grupo de Especialistas em
Tartarugas Marinhas da UICN (MTSG) e da Sociedade Internacional Tartarugas
Marinhas (ISTS).
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Biologia e Conservação das Tartarugas
Membros da Comissão Tartaruga Marinha da Ilha do Príncipe participaram no Curso de Formação em Biologia e Conservação das Tartarugas Marinhas, que teve lugar nos dias 6 a 8 de Agosto no Príncipe e foi administrado pela Joana Hancock da ATM. É com gratificação e esperança que finalmente vemos a conservação deste répteis ameaçados a avançar na região.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Artesanato como Alternativa à Captura de Tartarugas
A elaboração de artesanato já começou, embora iniciado apenas com uma família da Zona Sul outros membros da comunidade já mostraram interesse e alguns já se juntaram na iniciativa. Esta acção visa a dinamização do artesanato como fonte de rendimento alternativo, usando as tartarugas marinhas como tema e não como matéria-prima.
A formação de um grupo de rendeiras e bordadeiras é outro objectivo e, igualmente com o restante artesanato, consistirá principalmente em possibilitar uma outra fonte de rendimento feminino. Neste ponto, como em outros, o exemplo e a colaboração com o "Projeto Tamar", no Brasil, será uma contribuição importante visto a integração comunitária que executa com as suas actividades ser reconhecida a nível mundial como uns dos caminhos de sucesso a seguir na conservação das tartarugas marinhas e seus habitats.
Com investimento no turismo natural e cultural que existe actualmente na Ilha do Príncipe, que inclui a reabilitação de antigas roças e a construcção de um aeroporto internacional, espera-se que o fluxo de visitantes aumente (actualmente insignificante) e que por isso as alternativas à captura de tartarugas marinhas possam vir a ser uma realidade. Acresce o facto da Ilha do Príncipe ser agora Reserva da Biosfera.
As tartarugas marinhas são espécies transfronteiriças, dessa forma colaborações entre países tornam-se necessárias pois não adianta estar a protege-las no Brasil quando as mesmas usam, ou usarão, as águas do Golfo da Guiné onde continuam a ser capturadas publicamente.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






