Guia de boas praticas para a observação de tartarugas disponível para descarregar.
http://tartarugas-principe.blogspot.pt/p/turtle-watching.html
sexta-feira, 25 de abril de 2014
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Teatro Quê Têtuga :)
Mais outra
actividade… desta vez pelo grupo de teatro infantil da CTM. Foram representadas
várias situações sociais, todas em torno da relação das pessoas com as
tartarugas marinhas na Ilha do Príncipe. Esteve muito divertido e informativo,
pescadores de tartaruga, palâes, estudantes, polícias, governantes… todos foram
visados alegremente. A peça teve lugar na Roça Nova Estrela no dia 21 de
Dezembro, dia do poder popular e feira agrícola do Sul. Posteriormente outras comunidades
serão visitadas pelo grupo, faremos todos os possíveis para apresentar a peça na
cidade de Sto. António, durante as comemorações do 17 de Janeiro, dia do achamento
da nossa Ilha.
Um bem haja a todos e parabéns à Mingas pelo excelente trabalho e obrigado à Zuga pela foto.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Monitorização da Zona Sul da Ilha
Depois de muito
trabalho duro, que continua, finalmente a monitorização da Praia Grande do Infante
começou, contando com um pequeno apoio financeiro da HBD e Dragões do Mar. Desde
o início do mês que os técnicos da CTM registam todas as ocorrências e marcação
de tartarugas marinhas que sobem para desovar na Praia do Infante. Esperamos também que com a nossa presença a matança de tartarugas diminua drasticamente, principalmente por ser o pico das desovas e época festiva onde ter carne na mesa é uma preocupação generalizada. Entretanto
os restantes membros, com o apoio do bote dos Dragões do Mar, efectuam a
fiscalização e sensibilização das comunidades piscatórias na zona sul da ilha e
registam provas da desova e captura de tartarugas nas restantes praias um pouco
por toda a ilha. Várias actividades estão ainda planeadas, incluindo um teatro preparado
por crianças, que retratará varias situações sociais em torno das tartarugas, e a
recuperação da sede da Praia Seca.
Muita Força Santinho!
domingo, 17 de novembro de 2013
Praia do Infante - início dos trabalhos
À medida que a desova
de tartarugas na Ilha do Príncipe se inicia os preparativos começam. Este ano está
planeado que o estudo e protecção das tartarugas marinhas inclua a praia principal
de desova situada no sul da ilha, a Infante. A praia apresenta das maiores
densidades de desovas da ilha, provavelmente consequência do seu isolamento
(Ferreira et al. 2012), no entanto ocasionalmente é visitada por pescadores,
colectores de coco e caçadores de tartaruga. Desta forma iniciámos a construção
de um pequeno abrigo para apoio às actividades dos técnicos e voluntários que
aí trabalharão, sendo esperado que a mortalidade nessa importante praia seja
eliminada.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Semana da Ciência
No início desta
nova temporada de desova tivémos o prazer de participar na Semana da Ciência a
decorrer na Ilha do Príncipe.
Foi nos dado a oportunidade de fazer uma apresentação sobre tartarugas, medidas
de conservação, investigação e apresentar resultados já disponíveis sobre as
populações de tartarugas marinhas da ilha e o uso das praias pelas mesmas. A
entrada era livre e a participação das pessoas foi muito positiva. A palestra
foi apresentada pelo Biólogo Marinho Rogério Ferreira, colaborador do Parque Natural
do Príncipe e CTM, mas foi enriquecida com a presença de outros membros da CTM,
do Governo, de ONG’s, cooperantes, investigadores, artistas, pescadores e outros
cidadãos interessados no tema.
Durante o espaço
reservado para diálogo apareceram perguntas bem pertinentes e inteligentes. Uma
delas abordou a vinda de pessoas de fora, que não conhecem ainda a realidade
local, proibir a captura de tartarugas quando isso é uma actividade que sempre
aconteceu, logo tradicional, e quando nos seus países de origem existem
espécies ameaçadas que continuam a ser capturadas. Inclusive foi referido que até
à independência do país existia regulamentação que permitia a sua captura desde
que sustentável, ou seja, algo semelhante a licenças, tamanhos mínimos e quotas
que faziam esta uma actividade sustentável, como ainda acontece em alguns
países do mundo.
A resposta
abordou o tema que o trabalho de investigação e conservação é independente da
proibição ou não da captura de tartarugas. Quem decide sobre a proibição é o
Governo e nós, como técnicos especializados, apenas recolhemos e analisamos dados
científicos sobre as populações de tartarugas a fim que as decisões de gestão,
como essa, possam ser tomadas com base no melhor conhecimento disponível. No
entanto a iniciativa do Governo regional de proibir a captura é visionária e de
louvar, principalmente quando o Príncipe é agora Reserva da Biosfera. Embora
não existam dados que indiquem se a população de tartarugas do príncipe está a
aumentar, estabilizada ou a decrescer, na Região de Gestão Oeste Africana
sabe-se que o declínio é acentuado. Desta forma como medida precaucional, e
espelhada na Lei das Pescas de São Tomé e Príncipe, a Região Autónoma do
Príncipe chegou-se à frente e legislou, restando esperar que o Governo tome medidas, seja seguindo o exemplo do Príncipe ou regulando a captura. Isto para que as novas
gerações possam também conhecer este animal carismático e fonte de riqueza num futuro sustentável.
Dentro de outros
temas abordados ficou claro a necessidade de ter informação científica e envolver
a comunidade para chegar às soluções que melhor se adaptam localmente e que só
assim poderão funcionar. Isto porque é norma serem implementadas medidas vindas
directamente de outros países que acabam por não funcionar devido às realidades
físicas, biológicas e sociais serem diferentes. Como é o caso do transplante
dos ninhos para cercados de incubação, entre outros alterando as proporções
sexuais e pondo em perigo a sobrevivência futura das populações, quando actualmente existem inúmeros
métodos de proteger os ninhos no local que a tartaruga escolheu.
Relevante foi o assunto da necessidade de se
fiscalizar as Águas Territoriais e a Zona Económica Exclusiva para poder
combater o principal responsável pela extirpação das tartarugas marinhas, a pesca
industrial (e.g. arrasto, redes de deriva) que ilegalmente opera um pouco por toda
a Africa e pouco a pouco vão roubando e destruindo o património natural dos
países carentes de meios de fiscalização das suas águas. O tema relevante da
poluição luminosa também surgiu, o desenvolvimento costeiro é o maior responsável
para a sobrevivência das tartarugas marinhas na região, a seguir à captura
acidental em artes de pesca, e espera-se que os promotores locais olhem para a
necessidade de controlar essa poluição. À semelhança com o efectuado pelo
Bom-bom Island Resort que reduziu fortemente o impacto negativo da iluminação
através de pequenas modificações (ver artigo)
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