sábado, 3 de maio de 2014

Arrojamento de Tartaruga Marinha

No passado dia 30 Abril foi avistada a flutuar, na enseada da Praia Abade, uma tartaruga Mão-branca (C. mydas) morta. A tartaruga foi arrastada para a praia e as autoridades responsáveis contactadas. Após conhecimento da situação, no dia seguinte, um membro da CTM deslocou-se ao local. Além de um inchaço no pescoço e partes moles, possivelmente causado pela permanência ao sol, o animal não apresentava evidências externas ou internas da causa da morte. Sendo de considerar causas naturais ou afogamento ou colisão sem lesões aparentes. O simpático e prestável senhor Amâncio ajudou em todo o processo, inclusive no trabalho árduo de efectuar uma cova bastante funda para que não existam contaminações. A CTM agradece a toda a comunidade da Praia Abade, sendo bastante gratificador presenciar e participar no desenvolvimento da consciencialização das comunidades piscatórias para estes aspectos.



sexta-feira, 25 de abril de 2014

Turtle Watching

Guia de boas praticas para a observação de tartarugas disponível para descarregar.

 http://tartarugas-principe.blogspot.pt/p/turtle-watching.html

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Teatro Quê Têtuga :)

Mais outra actividade… desta vez pelo grupo de teatro infantil da CTM. Foram representadas várias situações sociais, todas em torno da relação das pessoas com as tartarugas marinhas na Ilha do Príncipe. Esteve muito divertido e informativo, pescadores de tartaruga, palâes, estudantes, polícias, governantes… todos foram visados alegremente. A peça teve lugar na Roça Nova Estrela no dia 21 de Dezembro, dia do poder popular e feira agrícola do Sul. Posteriormente outras comunidades serão visitadas pelo grupo, faremos todos os possíveis para apresentar a peça na cidade de Sto. António, durante as comemorações do 17 de Janeiro, dia do achamento da nossa Ilha. 


Um bem haja a todos e parabéns à Mingas pelo excelente trabalho e obrigado à Zuga pela foto.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Monitorização da Zona Sul da Ilha

Depois de muito trabalho duro, que continua, finalmente a monitorização da Praia Grande do Infante começou, contando com um pequeno apoio financeiro da HBD e Dragões do Mar. Desde o início do mês que os técnicos da CTM registam todas as ocorrências e marcação de tartarugas marinhas que sobem para desovar na Praia do Infante. Esperamos também que com a nossa presença a matança de tartarugas diminua drasticamente, principalmente por ser o pico das desovas e época festiva onde ter carne na mesa é uma preocupação generalizada. Entretanto os restantes membros, com o apoio do bote dos Dragões do Mar, efectuam a fiscalização e sensibilização das comunidades piscatórias na zona sul da ilha e registam provas da desova e captura de tartarugas nas restantes praias um pouco por toda a ilha. Várias actividades estão ainda planeadas, incluindo um teatro preparado por crianças, que retratará varias situações sociais em torno das tartarugas, e a recuperação da sede da Praia Seca.


Muita Força Santinho!

domingo, 17 de novembro de 2013

Praia do Infante - início dos trabalhos

À medida que a desova de tartarugas na Ilha do Príncipe se inicia os preparativos começam. Este ano está planeado que o estudo e protecção das tartarugas marinhas inclua a praia principal de desova situada no sul da ilha, a Infante. A praia apresenta das maiores densidades de desovas da ilha, provavelmente consequência do seu isolamento (Ferreira et al. 2012), no entanto ocasionalmente é visitada por pescadores, colectores de coco e caçadores de tartaruga. Desta forma iniciámos a construção de um pequeno abrigo para apoio às actividades dos técnicos e voluntários que aí trabalharão, sendo esperado que a mortalidade nessa importante praia seja eliminada.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Semana da Ciência

No início desta nova temporada de desova tivémos o prazer de participar na Semana da Ciência a decorrer na Ilha do Príncipe. Foi nos dado a oportunidade de fazer uma apresentação sobre tartarugas, medidas de conservação, investigação e apresentar resultados já disponíveis sobre as populações de tartarugas marinhas da ilha e o uso das praias pelas mesmas. A entrada era livre e a participação das pessoas foi muito positiva. A palestra foi apresentada pelo Biólogo Marinho Rogério Ferreira, colaborador do Parque Natural do Príncipe e CTM, mas foi enriquecida com a presença de outros membros da CTM, do Governo, de ONG’s, cooperantes, investigadores, artistas, pescadores e outros cidadãos interessados no tema.

Durante o espaço reservado para diálogo apareceram perguntas bem pertinentes e inteligentes. Uma delas abordou a vinda de pessoas de fora, que não conhecem ainda a realidade local, proibir a captura de tartarugas quando isso é uma actividade que sempre aconteceu, logo tradicional, e quando nos seus países de origem existem espécies ameaçadas que continuam a ser capturadas. Inclusive foi referido que até à independência do país existia regulamentação que permitia a sua captura desde que sustentável, ou seja, algo semelhante a licenças, tamanhos mínimos e quotas que faziam esta uma actividade sustentável, como ainda acontece em alguns países do mundo.

A resposta abordou o tema que o trabalho de investigação e conservação é independente da proibição ou não da captura de tartarugas. Quem decide sobre a proibição é o Governo e nós, como técnicos especializados, apenas recolhemos e analisamos dados científicos sobre as populações de tartarugas a fim que as decisões de gestão, como essa, possam ser tomadas com base no melhor conhecimento disponível. No entanto a iniciativa do Governo regional de proibir a captura é visionária e de louvar, principalmente quando o Príncipe é agora Reserva da Biosfera. Embora não existam dados que indiquem se a população de tartarugas do príncipe está a aumentar, estabilizada ou a decrescer, na Região de Gestão Oeste Africana sabe-se que o declínio é acentuado. Desta forma como medida precaucional, e espelhada na Lei das Pescas de São Tomé e Príncipe, a Região Autónoma do Príncipe chegou-se à frente e legislou, restando esperar que o Governo tome medidas, seja seguindo o exemplo do Príncipe ou regulando a captura. Isto para que as novas gerações possam também conhecer este animal carismático e fonte de riqueza num futuro sustentável.


Dentro de outros temas abordados ficou claro a necessidade de ter informação científica e envolver a comunidade para chegar às soluções que melhor se adaptam localmente e que só assim poderão funcionar. Isto porque é norma serem implementadas medidas vindas directamente de outros países que acabam por não funcionar devido às realidades físicas, biológicas e sociais serem diferentes. Como é o caso do transplante dos ninhos para cercados de incubação, entre outros alterando as proporções sexuais e pondo em perigo a sobrevivência futura das populações, quando actualmente existem inúmeros métodos de proteger os ninhos no local que a tartaruga escolheu. 

Relevante foi o assunto da necessidade de se fiscalizar as Águas Territoriais e a Zona Económica Exclusiva para poder combater o principal responsável pela extirpação das tartarugas marinhas, a pesca industrial (e.g. arrasto, redes de deriva) que ilegalmente opera um pouco por toda a Africa e pouco a pouco vão roubando e destruindo o património natural dos países carentes de meios de fiscalização das suas águas. O tema relevante da poluição luminosa também surgiu, o desenvolvimento costeiro é o maior responsável para a sobrevivência das tartarugas marinhas na região, a seguir à captura acidental em artes de pesca, e espera-se que os promotores locais olhem para a necessidade de controlar essa poluição. À semelhança com o efectuado pelo Bom-bom Island Resort que reduziu fortemente o impacto negativo da iluminação através de pequenas modificações (ver artigo)

terça-feira, 28 de maio de 2013

Investigação e Conservação

Mais uma temporada de investigação e conservação em andamento. Sem tartarugas marinhas a desovar nesta época do ano, chamada localmente de Gravana, mas com muitos encontros durante as saídas em apneia ao redor da ilha. Infelizmente continua-se a ser comum encontrar, dentro de água e em terra, evidências da captura de tartarugas marinhas. Inclusive a pesca com bomba, de peixe mas com repercussões negativas em todo o ecossistema marinho, parece estar a tornar-se demasiado frequente pois já escutámos perigosas explosões enquanto trabalhávamos dentro de água.
Com o esforço e empenhamento do Governo Regional da Ilha, bem como com a capacitação e sensibilização da população local, esperamos que estas actividades danosas para o ambiente cessem rapidamente e as tartarugas encontrem no Príncipe um local seguro para viver, reproduzir-se e serem observadas.

segunda-feira, 4 de março de 2013

SWOT - State of the World’s Sea Turtles

Recentemente foram tornados acessíveis dados actuais e compreensíveis sobre a desova das tartarugas marinhas na ilha do Príncipe. Isto através da rede global para partilha de dados científicos SWOT, State of the World’s Sea Turtles (http://seaturtlestatus.org/), organização que inclui nos objectivos apoiar o planeamento e desenvolvimento de acções de conservação.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

33rd International Sea Turtle Symposium

Mais uma vez a Comissão Tartaruga Marinha esteve presente no simpósio internacional sobre a investigação e conservação das tartarugasmarinhas. Este ano o encontro, na sua 33ª edição, teve lugar de 2 a 8 de Fevereiro na cidade de Baltimore no estado de Maryland nos EUA. Além de se apresentar um poster com alguns dos novos resultados da investigação também houve a oportunidade de efectuar uma comunicação oral e reunir com os restantes colegas que trabalham em países africanos a fim de planear uma estratégia conjunta, tirando-se partido que o tema deste ano serem as “conexões” pois desde há muito que se sabe que só com essas interligações e uniões é que se poderá atingir a meta desejada, que é a integração das comunidades locais na restauração das populações de tartarugas marinhas para que todos possam cumprir o seu papel ecológico na biosfera que é o Planeta Terra.

Existiu tempo e disponibilidade mutuas para se estabelecer acordos para a prossecução dos objetivos a nível regional e mundial, incluíndo reuniões com os maiores dadores internacionais para a conservação das tartarugas marinhas. Dessas conversas ficou claro que enquanto as diferentes entidades que desenvolvem actividades na ilha do Príncipe, e também em São Tomé, não começarem a trabalhar em conjunto esses apoios dificilmente chegarão. Desta forma é urgente que novas organizações a trabalhar no Príncipe assimilem que devem respeitar e colaborar com as que já se encontravam no terreno pois de contrário, com a sua presente estratégia de “divide and rule”, apenas se está a estragar caminho valioso já atingido e a criar complexidades inúteis que em nada favorecem o clima de unidade que se deve atingir para que o objectivo principal seja atingido, ou seja, o desenvolvimento sustentável da região com a melhoria da qualidade de vida da população e a preservação do meio natural e cultural onde as tartarugas desempenham um papel fulcral.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

E continua o trabalho...


Depois da caracterização das praias de desova de tartarugas marinhas na ilha do Príncipe, e respectiva abundância e densidade de tartarugas e ameaças por praia (link), é tempo agora para continuar a caracterização das populações de tartarugas que habitam as águas ao redor da ilha. O biólogo marinho responsável por esses estudos, Rogério Ferreira, procura detectar as áreas de maior importância para a conservação destes animais, à semelhança com o efectuado nas praias anteriormente, de modo a dotar o governo regional com dados compreensivos sobre estes animais e que poderão ajudar na gestão desta nova Reserva da Biosfera (UNESCO). Este trabalho, voluntário pois não existe qualquer tipo de financiamento a apoiá-lo, efectua-se em colaboração com o Parque Natural (CTM), pescadores submarinos do grupo Dragões do Mar, o Centro “Archie Carr” para a Investigação das Tartarugas Marinhas (ACCSTR - USA) e o Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve.

 
Rogério Ferreira é bolseiro de Doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia, Portugal, e Membro do Grupo de Especialistas em Tartarugas Marinhas da UICN (MTSG) e da Sociedade Internacional Tartarugas Marinhas (ISTS).

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Biologia e Conservação das Tartarugas

Membros da Comissão Tartaruga Marinha da Ilha do Príncipe participaram no Curso de Formação em Biologia e Conservação das Tartarugas Marinhas, que teve lugar nos dias 6 a 8 de Agosto no Príncipe e foi administrado pela Joana Hancock da ATM. É com gratificação e esperança que finalmente vemos a conservação deste répteis ameaçados a avançar na região.


terça-feira, 31 de julho de 2012

Artesanato como Alternativa à Captura de Tartarugas

A elaboração de artesanato já começou, embora iniciado apenas com uma família da Zona Sul outros membros da comunidade já mostraram interesse e alguns já se juntaram na iniciativa. Esta acção visa a dinamização do artesanato como fonte de rendimento alternativo, usando as tartarugas marinhas como tema e não como matéria-prima.


A formação de um grupo de rendeiras e bordadeiras é outro objectivo e, igualmente com o restante artesanato, consistirá principalmente em possibilitar uma outra fonte de rendimento feminino. Neste ponto, como em outros, o exemplo e a colaboração com o "Projeto Tamar", no Brasil, será uma contribuição importante visto a integração comunitária que executa com as suas actividades ser reconhecida a nível mundial como uns dos caminhos de sucesso a seguir na conservação das tartarugas marinhas e seus habitats.


Com investimento no turismo natural e cultural que existe actualmente na Ilha do Príncipe, que inclui a reabilitação de antigas roças e a construcção de um aeroporto internacional, espera-se que o fluxo de visitantes aumente (actualmente insignificante) e que por isso as alternativas à captura de tartarugas marinhas possam vir a ser uma realidade. Acresce o facto da Ilha do Príncipe ser agora Reserva da Biosfera.

As tartarugas marinhas são espécies transfronteiriças, dessa forma colaborações entre países tornam-se necessárias pois não adianta estar a protege-las no Brasil quando as mesmas usam, ou usarão, as águas do Golfo da Guiné onde continuam a ser capturadas publicamente. 

Sensibilização das Comunidades Piscatórias

A Comissão Tartaruga Marinha (CTM) é uma iniciativa local que apareceu, dentro do Parque Natural do Príncipe, para contribuir no apoio e reforço das acções relacionadas com as tartarugas marinhas. Em seguimento a este objectivo, e porque a época de desova se aproxima, procedemos a uma sensibilização de várias comunidades onde relembrámos o esforço do Governo Regional na protecção das tartarugas marinhas e biodiversidade em geral.

Desta foi apresentado um vídeo de 27 minutos, cedido pelo “Projeto TAMAR” do Brasil, onde relata a história de um projecto de conservação de tartarugas marinhas com mais de 30 anos de funcionamento e o sucesso do mesmo. O DVD, e outros vídeos do TAMAR, permanecerão nas comunidades bem como uma cópia da Legislação Regional sobre a protecção destes animais pois temos recebido várias sugestões para a sua divulgação.
 

As comunidades inicialmente alvo da sensibilização, embora tenha estado aberto a todos que queiram comparecer, foi a Praia Burra e Abade, o Hospital Velho e a Ponta do Sol. Assim na passada Sexta-feira, 13 de Julho, estivemos pelas 10h na Praia Burra e pelas 14h na Ponta do Sol. No Sábado pelas 10h estivemos no Hospital Velho e pelas 14h na Praia Abade.

Como a CTM ainda não possuí financiamento, apenas alguns donativos que não dão para suportar todas as actividades em funcionamento, pedimos apoio ao Governo Regional que nos cedeu o transporte para as localidades e que muito agradecemos. As televisões, dvd's, geradores e espaço foram gentilmente cedidos pelos membros das comunidades visitadas.

Durante a actividade a CTM registou várias questões, sugestões e preocupações colocadas pelas pessoas que participaram e que passamos a relatar o melhor que pudemos, são elas:

- Muitas vezes as tartarugas caem na rede e a danificam. Como é proibido ficar com a tartaruga para vender ou comer, e que devido à protecção das tartarugas esperar-se que cada vez vá haver mais tartarugas e mais redes a serem danificadas, foi sugerido que o pescador fosse indemnizado por essa interacção;

- Uma das formas de obter o apoio dos pescadores, para a conservação das tartarugas marinhas, seria o aparecimento de uma loja de material de pesca onde o pescador pudesse adquirir material a um preço mais acessível, que de alguma forma possa compensar a proibição do uso das tartarugas marinhas;

- Criação de um representante/comissário da CTM em cada comunidade. Essa pessoa estaria em contacto directo com a CTM e qualquer interacção com tartarugas, sugestões, reclamações e preocupações seriam assim reportados;

- Como o Príncipe é agora património mundial da biosfera, e onde desde há muito existe a motivação do Governo regional na protecção e valorização da biodiversidade da ilha, as comunidades deveriam ser alvo de formação nesse sentido a fim de aproveitar as várias oportunidades económicas que poderão surgir no futuro com o aumento do número de visitantes.

Durante os próximos tempos, e para não arrefecer o esforço iniciado, iremos continuar a sensibilização de outras comunidades e a procura de apoios para a execução dos projectos da CTM.

Inocêncio Rosa Anjo dos Prazeres
Presidente da CTM - Príncipe

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Motor chega ao Príncipe


Finalmente! A Comissão Tartaruga Marinha tem agora ao seu dispor um motor fora de borda para dar apoio às actividades de investigação e conservação das tartarugas marinhas. Esta última aquisição foi apenas possível graças ao apoio e participação generosa de várias entidades, foram elas: Yamaha Portugal; Dragões do Mar, Ilha do Príncipe; Consulado de São Tomé e Príncipe, Coimbra; TSC, Matosinhos; Alfer, São Tomé.

O nosso muito obrigado a todos.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Apadrinhamento de Tartarugas Marinhas e Artesanato

No passado dia 14 teve lugar, no auditório da Quinta dos Cabrais em Tamengos, a cerimónia de apadrinhamento de tartarugas marinhas da ilha do Príncipe. Entre outros a actividade incluiu a entrega a cada criança e educadora do Colégio da Curia (65) de um certificado correspondente a uma tartaruga de caco (E. Imbricata), identificada e fotografada pelo biólogo Rogério Ferreira durante o estudo desta espécie. Este acto supôs a conclusao de uma feira organizada pelas crianças para angariar fundos com o objetivo de apoiar as pequenas iniciativas locais que, afortunadamente, estão a nascer para salvar esta espécie em extinção.


Com o dinheiro angariado pelas crianças e doado pelo Colégio da Curia (312€) irão ser adquiridos materiais, não existentes na Ilha do Príncipe, para iniciar um grupo de artesanato feminino que, com a fabricação e venda de "souvenirs", obterá uma alternativa económica à captura de tal espécie. Pretende-se fazer nascer uma fonte de ingressos às famílias de pescadores, consequência da interação turística com a tartaruga, no lugar da sua captura e venda posterior que se vem praticando tradicionalmente.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Concurso SOS Tartarugas

Assim como todas as tartarugas marinhas, que depois de sair do ovo e partir para novos horizontes voltam sempre para onde nasceram, a Careta - grande vencedora do prémio SOS TARTARUGAS - SeaLife Porto - regressou a casa durante a Festa da Música (11 de Março, Cineteatro Anadia, Portugal). O que calhou muito bem pois encontravam-se reunidos todos os seus amigos e familiares. Esta festa anual, organizada pelo Colégio da Curia, é o culminar da criatividade de todos os meninos, educadoras e pais que todos os dias contribuem  para a felicidade e o desenvolvimento saudável dos nossos anjos.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Motor Fora-de-borda Yamaha

Com o apoio da Yamaha Motor Portugal e dos Dragões do Mar, a Comissão Tartaruga Marinha da Ilha do Príncipe terá brevemente ao seu dispor um novo motor fora de borda para equipar o bote recentemente adquirido. Esta peça de equipamento irá possibilitar a execução das actividades de fiscalização, de sensibilização e de desenvolvimento de alternativas à captura de tartarugas marinhas, como é o caso do turismo da natureza e da investigação marinha.


Muito obrigado a todos que de coração fizeram, e fazem, esta realidade acontecer.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Sea Turtle Nesting in Príncipe Island, West Africa

De 11 a 16 de Março a Comissão Tartaruga Marinha esteve representada, através da apresentação de um poster sobre as praias de desova da ilha do Príncipe, no 32º Simpósio Internacional sobre a Biologia e Conservação das Tartarugas Marinhas que este ano ocorreu em Huatulco, México. Também foi efetuada uma apresentação, na Reunião Regional Africana, que incidiu na investigação e conservação das tartarugas marinhas em São Tomé e Príncipe, com destaque especial à Ilha do Príncipe onde activamente se executa um plano de desenvolvimento baseado na sua cultura e natureza únicas.

A participação no Simpósio, além de divulgar o que se encontra a ser feito a nível científico, serviu também para iniciar ou estreitar relações com outras iniciativas, regionais e internacionais, com vista à conservação destas espécies. Devido à distribuição transfronteiriça que as populações de tartarugas marinhas apresentam, os esforços de proteção num local serão infrutíferos quando em outro local essas mesmas populações estão a ser impactadas.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Trabalho com as Tartarugas

 Enquanto se procura um motor o trabalho vai sendo realizado tendo que recorrer a alugueis e empréstimos de motores, o que tem provocado alguns imprevistos devido às máquinas existentes na ilha estarem bastante cansadas e avariam com frequência. Valendo-nos a experiência dos tripulantes e a sua habilidade e resistência na fabricação e utilização dos remos.
Tartaruga capturada para biometria e marcação durante a gravação de uma cena do programa da RTP Portugueses no Mundo. A televisão local, TVS, também efectuou uma reportagem e ambas irão contribuir para a conservação das tartarugas marinhas, na paradisíaca ilha do príncipe, através da divulgação e sensibilização a nível nacional e internacional.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Tartarugas Libertadas

Durante uma patrulha na Praia do Infante e Praia Seca, das praias mais importantes para a desova de tartarugas marinhas no Príncipe, foram salvas 4 tartarugas ambo (C. mydas) que estavam destinadas a abastecer o mercado ilegal de carne. 
 Evidências da captura e esquartejamento de vários animais também foram encontrados e as fotos foram encaminhadas para as autoridades locais que estimam que cerca de 30 fêmeas adultas foram capturadas nessa praia durante as Festas de Natal e ano novo. Esse número num curto período de tempo, principalmente quando se calcula que 150 fêmeas usem essas praias, é uma quantidade demasiado elevada.
Com o trabalho continuado de sensibilização, fiscalização e desenvolvimento de alternativas económicas à captura de tartarugas espera-se que um dia a sua mortalidade venha a ser controlada no Príncipe. Principalmente quando existe uma candidatura à UNESCO e o plano de desenvolvimento da região tem nos seus fundamentos a preservação da biodiversidade única da ilha do Príncipe.